Representante de campanha do senador afirma que eventual governo quer usar os primeiros 100 dias para avançar em ajuste fiscal, digitalização e mudanças na máquina pública
A reforma do Estado em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) teria como pilares a digitalização dos serviços públicos, a reorganização da estrutura administrativa, a gestão dos imóveis da União
As propostas foram apresentadas por Daniella Marques, representante da campanha do candidato, durante evento do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da EXAME, em São Paulo, nesta terça-feira, 25.
Segundo Marques, a campanha pretende organizar a estrutura do governo a partir dos serviços demandados pela população, em uma tentativa de reduzir a necessidade de atendimento presencial e concentrar
“Temos uma coleção de ministérios, bem mais que Venezuela. Além de milhares de repartições custeadas com o dinheiro do pagador de impostos que não resolvem o problema do cidadão. O espelho disso são as filas do INSS e as filas de creche. Queremos trazer tudo aquilo que foi feito no governo de Jair Bolsonaro, incluindo a digitalização do serviço público”, disse.
E acrescentou: “Hoje 98% dos brasileiros tiveram via Pix o acesso ao sistema bancário e a continuidade disso é dar caminhos de inclusão produtiva, ainda mais na era da IA. Queremos conectar o governo a isso para que ele não faça uma peregrinação ineficiente e inútil em repartições que são caras e analógicas. Isso representa uma mudança de mentalidade”.
A economista relacionou as propostas ao período em que integrou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Marques foi secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e presidiu a Caixa Econômica Federal durante a gestão anterior.
Para ela, uma eventual reforma do Estado também deverá retomar discussões que ficaram sem conclusão durante o governo Bolsonaro, entre elas mudanças administrativas e a privatização dos Correios.
“Nos tivemos a iniciativa da reforma administrativa, além da iniciativa da privatização dos Correios. Mas, tivemos a deterioração da máquina pública, que deixou a entender não estar a serviço do brasileiro. Houve toda a inversão da lógica do serviço do Estado”, afirmou.
Imóveis da União
Outro eixo citado por Marques é a gestão do patrimônio imobiliário federal. A proposta da campanha, segundo ela, passa por uma revisão dos ativos mantidos pela União e dos gastos asso
“Olhando no balanço da União, há 760 mil imóveis, valor contábil de mais de R$ 1,7 trilhão, segundo dados do Tesouro. Há milhares de imóveis abandonados e ainda existe tem dispêndio liquido anual de aluguel para manutenção e custeio desses imóveis. Então, isso é má gestão, na prática”, afirmou.
A representante da campanha não detalhou quais mecanismos seriam utilizados para reorganizar esse patrimônio nem quais imóveis poderiam ser vendidos, concedidos ou destinados a outras finalidades.
Ela afirmou, porém, que o tema deverá fazer parte da agenda de reforma do Estado. “Queremos reestruturar essa parte de imóveis da União”, disse.
Por EXAME








