Fenômeno raro: bebê gêmeo nasce dentro da bolsa amniótica da mãe na Santa Casa, em Belém

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Bolsa foi rompida pelo pai dos bebês, que acompanhou o parto. Em caso de gêmeos, o fenômeno é considerado mais raro ainda, dizem especialistas.

Fenômeno é considerado raro principalmente em parto de gêmeos. — Foto: Ascom Santa Casa

O bebê Gabriel é gêmeo e veio ao mundo no aconchego da placenta da mãe, envolto no líquido amniótico. O nascimento surpreendeu a equipe médica do centro obstétrico da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém, que pôde presenciar o menino ainda dentro da bolsa, ainda fazendo os movimentos que ensaiava no útero.

O chamado “parto empelicado” já é considerado raro pelos especialistas, mas no caso de gêmeos é um fenômeno ainda mais difícil de presenciar. Nessas situações, o bebê sai da mãe ainda dentro da bolsa amniótica, como se estivesse no ambiente intrauterino. De acordo com a literatura médica, partos como esse ocorrem uma vez a cada 80 mil nascimentos.

Os médicos explicam que casos como esse chamam atenção pois apesar de resistente, a placenta é uma membrana que se rompe facilmente até a hora do parto, seja pelos movimentos do bebê ou durante o manuseio da equipe para o nascimento.

Bebê nasce dentro da placenta em parto gemelar na Santa Casa, em Belém. — Foto: Ascom Santa Casa

Os gêmeos Miguel e Gabriel são filhos da neuropsicóloga Carolline Sanches, de 29 anos, e do técnico de enfermagem Mariano Alves. As crianças nasceram no último dia 11, por meio de uma cesariana. Geralmente o parto gemelar é feito com rompimento da bolsa, mas Gabriel entrou pras estatísticas dos casos raros.

O pai dos bebês presenciou o nascimento e pôde romper a bolsa amniótica que envolvia o filho, apresentando o mundo ao bebê Gabriel.

“Foi emocionante. Quando o cirurgião me chamou para romper a bolsa foi um sentimento único. Já havia ouvido falar que é um acontecimento raro e no momento que rompe a bolsa, me senti mais abençoado e também um pai de muita sorte”, contou o pai emocionado.

O médico obstetra José Fonseca, um dos responsáveis pelo procedimento, relata que é a primeira vez que realiza o parto de um bebê empelicado em gestação de gêmeos.

“Muitos obstetras não têm a oportunidade de presenciar o nascimento de um bebê empelicado durante a carreira .Em gêmeos, em particular, existem alguns casos relatados na literatura médica, mas são bem raros. Não tem como quantificar em palavras a emoção de participar deste momento único”, declara.

O obstetra também explica que o fenômeno não apresenta riscos, mas benefícios. “Este tipo de parto não traz qualquer risco para o bebê ou para a mãe e, em muitos casos, pode até ajudar a proteger bebê de alguma infecção que a mãe possa passar”, afirma.

Texto: G1 Pará

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