A recente campanha eleitoral em Moju revelou um preocupante cenário de ataques à imprensa e tentativas de manipulação da opinião pública, protagonizado pelo candidato Gerson Dourão do PT. Desde o início de sua pré-campanha, Gerson entrou com pelo menos quatro processos judiciais contra o Portal Moju News, o principal veículo de comunicação de Moju e um dos maiores do Pará, mesmo com seu porte pequeno, em uma clara tentativa de silenciar críticas e esconder verdades inconvenientes.
A estratégia de Gerson não foi sutil. Ele não apenas tentou censurar o portal de notícias, mas também lançou mão de pesquisas eleitorais duvidosas, contratadas por empresas com suspeitas de fraude, para inflar sua popularidade entre os eleitores. Relembre aqui:
Ao longo de sua campanha, o candidato moveu uma verdadeira cruzada judicial contra o Portal Moju News, a começar por uma ação em maio, questionando a validade de enquetes realizadas pelo site, que, segundo ele, o colocavam constantemente atrás de outros candidatos. Gerson sabia que as enquetes online, mesmo sem valor científico, possuíam peso simbólico entre os eleitores e poderiam influenciar na percepção de sua candidatura.
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O ápice dessa batalha judicial aconteceu em setembro, quando Gerson conseguiu uma decisão favorável na justiça local para suspender a divulgação de uma pesquisa realizada pelo instituto DataIlha, contratada pelo Portal Moju News. A vitória, no entanto, foi de curta duração, pois o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) rapidamente derrubou a decisão por meio de uma medida cautelar, restabelecendo o direito do portal de divulgar as informações e defendendo a liberdade de imprensa. Veja aqui:
O que se observa neste cenário é mais do que um embate eleitoral; é uma grave tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa e de manipulação da verdade em benefício próprio. A imprensa, sobretudo em municípios menores, desempenha um papel essencial na construção de um debate democrático saudável, e tentar calá-la é um ataque direto à democracia.
O uso de ferramentas jurídicas para intimidar a imprensa é uma tática perigosa, que ameaça não apenas a integridade do processo eleitoral, mas também o direito da população de ser informada de maneira justa e imparcial.
Em tempos em que a desinformação e as fake news são disseminadas com facilidade, é responsabilidade de todos nós proteger os meios de comunicação independentes, que têm a função de nos alertar sobre o que está em jogo. Que este caso sirva de lição para os eleitores de Moju e para todo o Brasil: a verdade pode ser contestada, mas nunca silenciada.
Jackson Silva, jornalista com registro no 0003331/SRTB PA









