Os cruzeiros nudistas têm atraído milhares de viajantes mundo afora, especialmente nos Estados Unidos, onde a prática já virou tendência. Apesar de ainda não terem se popularizado no Brasil, essas viagens têm despertado curiosidade pelo modo como funcionam e pelas regras específicas que as diferenciam de outras experiências no mar. A principal delas: nudez nem sempre é obrigatória — e nem permitida o tempo todo. Além disso, há uma norma particular que se aplica somente aos homens.
A popularização desse tipo de viagem acontece em um cenário em que, como descreve o texto, “todo mundo gosta de ‘jogar tudo pro alto’ nas férias; tem quem goste de jogar até a roupa de baixo”. Assim, cresce o número de pessoas que “têm deixado cuecas e calcinhas em casa, levando, para suas férias no mar, menos que a roupa do corpo”.
Embora possa haver confusão, cruzeiro nudista não é cruzeiro sexual. A própria Kat Whitmire, da Bare Necessites (O mínimo necessário), empresa organizadora de um dos maiores cruzeiros desse tipo, o Big Nude Boat (O grande barco pelado), explicou em entrevista à Business Insider que existem regras e códigos de conduta específicos para manter a experiência confortável e respeitosa para todos.
A nudez, porém, “não é para todos — e nem o tempo todo”. Ao contrário do que muitos imaginam, não é permitido ficar sem roupa desde o momento do embarque. Segundo as regras descritas, “a liberação para a nudez geral só vem em alto mar — com um pronunciamento do capitão dando permissão para ‘abaixar as velas’”. O mesmo vale para o retorno ao porto, quando a roupa volta a ser obrigatória. Também é necessário estar vestido no restaurante do navio, já que “funcionários andam para lá e para cá com pratos quentes e tudo mais — e ninguém quer se queimar nas férias”. Isso inclui evitar “peças em tecido vazado, ou que não cubram satisfatoriamente o corpo”.
Além disso, todos os funcionários permanecem vestidos durante todo o tempo: “não é um ‘liberou geral’ nesse nível”, reforça o texto.
Apesar da nudez liberada em grande parte do cruzeiro, a programação segue exatamente como em qualquer outra viagem marítima. “Danças, festas, karaokê: tudo segue normal, só que sem nada escondido.” Porém, existe um código de cortesia fundamental na comunidade naturista: ao se sentar, é preciso usar uma toalha entre o corpo e o assento, pois “ninguém merece ficar sentando no suor do traseiro do outro, não é?”.
A regra mais polêmica — e exclusiva para homens — determina que ereções são proibidas a bordo. Whitmire explica: “Homens não podem ficar excitados demais, nós dizemos que, se começar a sentir as coisas endurecendo lá embaixo, por favor, pule na piscina ou pense em baseball”.
O sexo explícito também é vetado nesses cruzeiros. Existem viagens específicas que permitem práticas sexuais, mas o Big Nude Boat e outros cruzeiros naturistas comuns não se enquadram nessa categoria.
Para os interessados em embarcar no Big Nude Boat no próximo ano, é preciso considerar duas informações importantes: a viagem é permitida apenas para maiores de 21 anos e não é uma opção exatamente econômica. “Os quartos mais baratos começam em dois mil dólares — cerca de dez mil reais.” Já a acomodação mais cara chega a cerca de R$ 175 mil, com “três quartos e uma ampla varanda com ofurô”, ideal para quem busca uma experiência mais intimista — ainda que, como diz o texto, “não pareça fazer muito sentido” em um cruzeiro em que ninguém usa roupa.









