Corpo de trabalhador que sumiu em porto de Belém é achado; autoridades investigam ataque de cobra

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Testemunhas contaram que ele teria sido arrastado por uma gigantesca cobra, mas essa hipótese não foi confirmada pelas autoridades.

O corpo de Alexandre Oliveira de Souza, 30 anos, trabalhador que sumiu nas águas do rio Guamá no começo da noite da última terça-feira, 09, foi encontrado na manhã desta quarta-feira, 10, na avenida Bernardo Sayão, bairro da Condor. O homem trabalhava na área portuária de Belém e sumiu ao fim do dia de trabalho. Alexandre e seu pai estavam se preparando para ir para casa após o fim do expediente na balsa em que trabalhavam, ancorada próximo ao Porto Henvil, que faz a travessia ao Arapari. Por volta das 18h, ele pulou na água e foi puxado para o fundo do rio. Testemunhas contaram que ele teria sido arrastado por uma gigantesca cobra, mas essa hipótese não foi confirmada pelas autoridades.

Reprodução/O Liberal

Segundo o sargento Gurjão, do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o corpo do trabalhador foi achado por volta das 7h, após buscas iniciadas pelo Corpo de Bombeiros e por familiares da vítima. “Quando ele estava tomando banho para ir embora, ele gritou ‘pai, socorro, tem alguma coisa me puxando pro fundo’. O pai tentou puxá-lo pelo braço, mas não conseguiu, e ele sumiu. Desde ontem estavam atrás. Hoje, o pai dele mergulhou e achou o corpo debaixo da balsa, engatado, na mesma balsa que ele estava trabalhando”, disse o oficial. 

O corpo de Alexandre tinha alguns ferimentos na cabeça, o que pode indicar que ele se chocou contra o casco da embarcação enquanto submerso. Contudo, apenas o trabalho do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves pode confirmar essas possibilidades, incluindo o suposto ataque da sucuri. Uma fonte do Comando Operacional do Corpo de Bombeiros Militar também informou que somente a perícia poderá descartar ou não o ataque do animal.

Na chuva que caía incessantemente em Belém, o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves apenas removeu o corpo de Alexandre, deixando para fazer as análises necessárias no laboratório. Morador do bairro do Jurunas, Alexandre cresceu trabalhando com o pai na zona portuária da capital paraense. Parentes e amigos do homem choravam a morte dele no local em que o corpo foi achado, informando que ele deixou uma esposa e um filho de dois anos de idade.

Texto: O Liberal

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