Ele será julgado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e furto. A professora foi estrangulada com um cadarço usado por Adval. Veja os detalhes da sentença:
Cinco meses após o assassinato da professora Maria Eunice Medeiros, o juiz Waltencir Alves Gonçalves, da Comarca de Moju, expediu hoje, 10, a sentença de pronúncia de Adval Salgado Portugal pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e furto. Ele será submetido a júri popular e pode receber pena de pelo menos 12 a 30 anos de prisão.
O crime chocou toda a população mojuense que acompanhou desde o primeiro dia o desaparecimento da professora. Eunice Medeiros foi assassinada por Adval no dia 11 de dezembro de 2020 e seu corpo foi encontrado somente no dia 14, três dias após o crime.
Na sentença, foram apresentados mais detalhes do caso e das atitudes do assassino.
Ao entrar no carro de Eunice para irem a um motel, Adval e a professora teriam discutido no meio do caminho e, sem dar a ela chances de se defender, ele a estrangulou com um cadarço, o que ocasionou a morte. Adval enterrou o corpo em uma cova rasa, às margens da Rodovia dos Quilombolas, levou o carro e o abandonou em uma rua deserta ao lado do cemitério.
Com a acusação de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, Adval ainda foi acusado de furto. Antes de se livrar do carro, ele pegou os cartões bancários da professora e, dois dias depois do assassinato, sacou R$ 2.000,00 da conta da vítima, em um caixa eletrônico no Terminal Rodoviário de Belém.
Em um dos trechos da sentença de pronúncia, as ações de Adval são caracterizadas como frias e calculadas. Observe o seguinte trecho:
“Veja-se que após assassinar a vítima e sepultar o corpo em cova rasa o réu retornou ao trabalho, depois foi para casa e de lá para a casa da cunhada, onde assistiu televisão, comeu pipoca e dormiu, em rotina aparentemente normal, como se nada tivesse acontecido.”
De acordo com os laudos de necropsia e da perícia no local do crime, a professora Eunice Medeiros tanto foi estrangulada como também agredida por Adval, através do uso de um objeto perfurocortante, que chegou a causar hemorragia no pulmão esquerdo da vítima.
Por esses e outros motivos, o juiz não concedeu ao réu o direito de aguardar o julgamento em liberdade. Adval continua preso, longe da sociedade, após a brutalidade que cometeu.
A vida de mais uma mulher foi ceifada. De forma rude, de forma fria, de forma brutal. A família da vítima aguarda por Justiça. O município de Moju aguarda por Justiça. O Portal Moju News continua, incansavelmente, acompanhando o caso. E toda a equipe do Portal também pede Justiça pela morte da professora ‘Nice’.








