Abatedouros clandestinos são interditados no nordeste do Pará

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Além dos prejuízos para a economia e o meio ambiente, o consumo de carnes provenientes desses locais pode trazer uma série de problemas para a saúde da população.

Conhecer a origem e o caminho percorrido pela carne vermelha que você consome diariamente é fundamental. O consumo de carnes provenientes de abatedouros clandestinos, onde não existe fiscalização ou condições técnicas para o abate de animais, pode trazer uma série de prejuízos econômicos, ambientais e até mesmo para a saúde dos consumidores.

Na madrugada desta quinta-feira (20), dois abatedouros bovinos que atuavam clandestinamente em São Domingos do Capim, no nordeste paraense, foram interditados. A ação da Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (Demapa), cumpriu um mandado judicial e contou com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

Durante a ação, chamada de Operação Minotauro, próximo a um estabelecimento que foi interditado, foi apreendida uma carga de 12 quartos de carne bovina que estava sendo transportada ilegalmente em um veículo sem refrigeração, o que tira do produto as condições necessárias para que ele seja consumido. Duas testemunhas foram ouvidas e o acusado foi encaminhado para a Delegacia de São Domingos do Capim.

A carga apreendida foi encaminhada para uma graxaria registrada na Adepará no município Castanhal, onde será destruída. A graxaria é um estabelecimento que realiza atividade de coleta e reciclagem dos restos de animais gerados pelos abatedouros, açougues e frigoríficos de animais como bois e aves.

Grupo Operacional

As fiscalizações da área animal da Adepará são executadas pelo Grupo Agropecuário Tático, Técnico e Operacional (Gatto), que é composto por fiscais e agentes agropecuários.

O grupo está encarregado do recebimento e investigação de denúncias de abigeato (furto de bovinos e equinos), abate clandestino de animais e produção clandestina de produtos de origem animal e seus subprodutos. As informações são enviadas ao Gatto pelas Unidades Locais de Sanidade Agropecuária (Ulsas), gerências regionais, gerências de programas e postos de fiscalização, para formar um combate à clandestinidade mais efetivo.

Saúde alimentar

Periodicamente, a Adepará realiza inspeções e fiscalizações da área animal para combater a clandestinidade. É de extrema importância que o consumidor tenha as informações da origem dos produtos e subprodutos, assim como a garantia de que eles foram processados em boas condições.

“Ao consumir um produto sem inspeção, o consumidor corre o risco de se contaminar com bactérias, principalmente por Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus, causadoras de diarreia, vômito e infecção que pode levar a morte. Além disso, estabelecimentos clandestinos incorrem em crimes fiscais e ambientais. Dessa forma, a Adepará continuará realizando ações dessa natureza em defesa da saúde do consumidor e da preservação do meio ambiente”, ressalta a médica veterinária Adriele Cardoso, gerente do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da Adepará.

A Adepará também trabalha com a orientação aos produtores, para que registrem seus estabelecimentos junto à Agência. O cadastro na Adepará proporciona melhores oportunidades no mercado, já que o estabelecimento passará a cumprir com todas as medidas sanitárias estabelecidas.

“A fiscalização e inspeção de alimentos de origem animal como carnes, queijos e pescados é fundamental como medida preventiva para evitar a ocorrência de intoxicações alimentares, além de prevenir a transmissão de inúmeras doenças infecciosas graves como leptospirose, brucelose, tuberculose, cisticercose e etc”, explica o fiscal agropecuário Elton Toda, que participou da operação com os agentes fiscais agropecuários Daniel Silva e José Nobre Júnior, servidores da Adepará.

Para ter a garantia de que um produto foi fabricado em estabelecimento registrado e em boas condições, o consumidor pode conferir os selos de inspeção que estão impressos no rótulo da embalagem. São eles:

– Serviço de Inspeção Municipal (SIM)

– Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da Adepará

– Registro Artesanal da Adepará

– Serviço de Inspeção Federal (SIF)

– Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi)

Serviço

Todos podem contribuir com o trabalho da Adepará. A Agência de Defesa Agropecuária está presente nos 144 municípios paraenses e disponibiliza a Ouvidoria para recebimento de denúncias. No site da Agência há os contatos dos escritórios das regionais. Os telefones para contato são: 3210-1101, 1105 e 1121. Caso a preferência seja por celular, o contato é o 99392-4264.

Fonte: Agência Pará

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